Tomada de posse do novo executivo camarário

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O novo presidente da câmara municipal de Paredes, Dr. Celso Ferreira, e a sua equipa, iniciaram as suas funções no passado dia 29 de Outubro. Celso Ferreira especificou os pontos mais importantes que pretende tratar durante o seu mandato, mandato esse em que a freguesia da Sobreira deposita fortes esperanças. Leia o discurso do Presidente da Câmara clicando em "Ler Mais".
Discurso de Dr. Celso Ferreira
na tomada de posse do seu executivo



"Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Municipal,
Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal cessante,
Exmo. Sr. Reverendo Pároco de Castelões de Cepeda,
Exmos. Srs. Vereadores cessantes,
Exmos. Srs. Vereadores eleitos,
Exmos. Srs. Autarcas,
Exmo. Sr. Presidente da Comissão Polí­tica Distrital do PSD e Vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia,
Autoridades Civis, Militares e Religiosas,
Instituições aqui presentes,
Funcionários da Câmara Municipal,
Exmos. Srs. Jornalistas,
Demais convidados,
Minhas Senhoras, meus Senhores.

É com enorme honra que hoje tomo posse como Presidente da Câmara Municipal de Paredes.
Esta honra é ainda maior quando se vence umas eleições autárquicas nas condições em que estas decorreram.
Eleições que demonstraram claramente quem os Paredenses querem para gerir os destinos do Concelho de Paredes nos próximos quatro anos.
Quem me conhece sabe que não dedicarei um só minuto à vã glória de vencer.
Vencer é a consequência de um trabalho, não um direito hereditário.
Não foi a vitória em si que me motivou nem os meus adversários me conseguiriam desviar daquilo me trouxe até aqui. Seria fácil entrar na discussão fútil em que outros se envolveram.
Enquanto isso preocupamo-nos em demonstrar o conhecimento sobre a sociedade Paredense.
Conhecimento ao ní­vel dos problemas e das soluções.
Esta sim, a real causa de uma vitória eleitoral.
Vencer umas eleições num Concelho com cerca de 85.000 habitantes também não é para quem aparece à última hora para colher com o mal dos outros.
É para quem não tem medo de viver sem um cargo polí­tico, e para quem demonstra total desprendimento com a polí­tica.
Não é para quem mostra estar dependente do exercí­cio de um cargo polí­tico, nem para quem gravita profissionalmente na órbita do poder polí­tico que quer conquistar.
Não devem estas palavras ser encaradas com ironia.
Quem assume um cargo polí­tico deve estar, antes de mais, preparado para...Sair!
Esta sim. É a verdadeira ironia da Polí­tica.
Sair com dignidade, com a consciência do dever cumprido, mas transmitindo a gestão em equilí­brio sustentado e com respeito pelas pessoas.
A frase mais dura que se pode dirigir a quem acaba de ganhar uma eleição é que se prepare para sair, a qualquer altura, a qualquer momento.
E para isso é preciso ter-se um determinado perfil.
Viver com desprendimento da polí­tica.
Olhar a polí­tica como um serviço público.
No meu percurso, na minha forma de estar e em consonância com os meus princí­pios demonstrei ter esse perfil.
Demonstrei perceber como deve ser exercida a actividade polí­tica.
Não tive medo de deixar o exercí­cio de cargos públicos e volto a entrar com uma certeza.
Estive na Câmara Municipal de Paredes durante seis anos e meio e não me deixei iludir com o poder.
Por isso, a população revê-se claramente na minha forma de estar.
E é esta legitimidade que os autarcas devem procurar, não apenas a meia dúzia de dias das eleições autárquicas, mas ao longo da vida, social e profissionalmente falando.
Por isso exigi à minha equipa essa preparação e essa disponibilidade.
Todos possuem o perfil que referi, todos encaram esta missão com grande determinação.
Tenho a firme convicção de que a acção desta equipa compensará todos os que basearam o seu sentido de voto na capacidade polí­tica dos candidatos.
Mas hoje damos iní­cio a uma nova era.
Ao PSD sucede o PSD.
Um PSD diferente do anterior, sobretudo no projecto e nas pessoas.
Assumimos desde cedo um compromisso de modernizar o Concelho a partir da Câmara Municipal.
As cinco bases para o desenvolvimento do Concelho são indicadores claros do que vai ser o nosso mandato:
  • a afirmação de Paredes com identidade própria;
  • a promoção da democracia participativa;
  • a assumpção dos valores sociais fundamentais;
  • a defesa de um ambiente urbano sustentado
  • e apoio claro e sem tabus às actividades económicas, são os princí­pios orientadores da nossa acção.
Volto aqui a assumir que,
  • Queremos ser o elemento de ligação do Vale do Sousa com a Área Metropolitana do Porto, como forma de privilegiar o crescimento económico e social.
  • Pretendemos contrariar a realidade actual em que o poder se encontra com as populações no exercí­cio administrativo do dia a dia, mas a democracia apenas se encontra com aquelas a cada quatro anos. Implementar a Democracia Participativa é pois fundamental para aproximar os cidadãos da Administração Autárquica.
  • Quando discutimos a Educação verificamos a ignorância de alguns candidatos sobre este tema, confundir abandono escolar com saí­das precoces e antecipadas pode não ser relevante para o cidadão comum, mas para gerir e investir na educação é fundamental saber qual real situação do Concelho de Paredes, sob pena de se investir mal. O problema da educação em Paredes está nas faixas etárias dos 15 aos 24 anos com especial incidência entre os 15 e os 18 anos e está relacionado com a baixa qualificação do emprego e é aqui que o nosso esforço é necessário se quisermos reduzir as saí­das precoces e antecipadas. Aprofundaremos a defesa de valores sociais como educação, cultura, juventude, terceira idade e património arquitectónico. Fundamentais no desenho de polí­ticas especí­ficas e integradas para os próximos anos.
  • O ambiente urbano que nos reserva o futuro não se prevê, prepara-se, actuando em áreas como urbanismo, ambiente e habitação. O futuro de Paredes faz-se com o reforço do planeamento, enquanto método de desenvolvimento sustentado do futuro do concelho. Faremos uma aposta clara e inequí­voca na execução de planos de pormenor, com o reforço da construção de habitação integrada nestas áreas de intervenção, assim como no apoio à recuperação de edifí­cios no concelho. Só desta forma conseguiremos salvaguardar paisagens naturais e urbanas em vias de degradação irreversí­vel.
  • Apostaremos na inegável qualidade dos projectos e afirmaremos a Rota dos Móveis como uma realidade económica, turí­stica e mais do que isso, um estatuto de identidade económica, à imagem de outros exemplos nacionais e internacionais. Mesmo assim, outra das grandes apostas desta candidatura está na dinamização empresarial e toda a sua envolvente. Somos, indiscutivelmente, o concelho com maior produção de mobiliário português.
Continuamos, também lamentavelmente, por afirmar esta nossa capacidade, pese embora o esforço de promover Paredes -Rota do Móveis.
Faremos uma aposta firme em projectos de grande envergadura e que por este motivo estarão abertos ao financiamento privado. Refiro-me a projectos como o Parque de Exposições. Por se tratar de projectos de grande envergadura financeira, repito, abriremos a porta ao investimento privado e equacionamos a realização de parcerias público-privadas desde que salvaguardado o interesse municipal.
Num concelho com tantas instituições especializadas, fortes e reconhecidas urge respeitar e encara-las como verdadeira desconcentração da administração autárquica e desenvolver iniciativas em conjunto com;
a) A CESPU, no domí­nio das questões do ensino supenor;
b) Com a ACICP, nas questões da inovação, enquanto único e privilegiado interlocutor junto do tecido empresarial;
c) Com o CTIMM como verdadeiro "braço armado" para as questões da inovação tecnológica;
d) Com o CFPIMM, ( em sintonia com o IEFP e o Ministério da Educação ), nas questões do ensino profissional e da qualificação do emprego e das profissões;
e) E colaborar também com as Cooperativas de Electrificação "A LORD" e "ACELER", pela importância que têm nas questões energéticas, assumindo a defesa dos interesses destas, e isto apesar da instrumentalização que se conhece numa delas;

Mas sobre as actividades económicas duas questões finais:

1ª: O contrato de concessão do saneamento, revelou-se inflexí­vel para com as famí­lias. Tendo provocado dificuldades financeiras desnecessárias em famí­lias de recursos modestos, principalmente nos reformados.
Com toda a frontalidade digo, que o contrato deve ser renegociado, dentro dos princí­pios da boa fé, respeitando os direitos adquiridos da empresa concessionária, mas procurando beneficiar o consumidor final.

2ª: Não há investimento sem condições para as empresas e privados investirem. Daí­ que não possa deixar de recordar aqui a grande preocupação que sinto pelo novo regime do IMI (imposto municipal sobre imóveis, antiga contribuição autárquica) e pelo efeito nefasto que provoca e provocará na economia do concelho.
Só uma acção directa e concertada entre a Câmara Municipal e a Repartição de Finanças permitirá salvaguardar o investimento privado e os orçamentos das famí­lias.

Acreditamos que só desta maneira será possí­vel que estes olhem a Câmara Municipal com confiança e o primeiro sinal será dado por nós.
O futuro está nas nossas mãos, sabemos as dificuldades que vamos encontrar, mas contamos com algumas surpresas que não nos desviarão do que viemos aqui fazer .
E que é "servir com dignidade".
Por isso afirmo.
A partir de hoje deixará de haver Partidos Polí­ticos e todos serão bem-vindos.
Seremos o Executivo de todos os Paredenses.
Estaremos livres de compromissos Partidários e ao serviço exclusivo dos cidadãos.
Defendemos uma nova ambição e vamos criar uma nova esperança e eu tenho uma certeza.

PAREDES VAI GANHAR!
Viva Paredes!
Viva Portugal!"

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Comentários

Muito bem e bonito, Sobreira espera...

Blá,blá,blá.... Pois aí­ vem o salvador da patria(Sobreira). Paleio e mais paleio. Onde é que já ouvi isto?